É Preciso Criar uma Consciência Ecológica Urgentemente.


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Uma Consciência Ecológica ?

O Que vem a ser isso?

O Que o Governo, a Educação e a Mídia fazem a este respeito?


A atual sociedade de consumo vem alterando de forma cada vez mais perigosa a biosfera. No capitalismo a função da natureza é exclusivamente de promover recursos, mas em contrapartida as conseqüências são extremamente negativas.

Do ponto de vista ambiental o mundo passa por uma série de modificações, devido a esse processo percebemos o fim do petróleo, escassez de água e aquecimento global, tudo isso fruto da sociedade industrial consumista.

O homem esquece que quando promove a destruição da natureza ele está se autodestruindo pois esse é parte integrante da natureza, esquece também que os elementos da natureza (hidrosfera, atmosfera, litosfera, animais, plantas entre outros) possui uma relação de interdependência.

A Hipótese Gaia, do grego “mãe Terra”, divindade que também recebia o nome de Gea, é uma nova visão de mundo, diz que a natureza poderá impor limitações à existência da vida humana no planeta. Algumas das limitações podem ser percebidas, como o aquecimento global, ou efeito estufa, fenômeno que se caracteriza pelo aumento da temperatura média do planeta, provocando aumento dos níveis das águas oceânicas, além de mudanças climáticas com efeitos imprevisíveis.

Com base nestes problemas alguns grupos começaram a se preocupar, dando início a vários movimentos ambientalistas e o despertar da consciência ecológica, é lógico que isso não ocorre de forma homogênea nos governos das maiores potências, pois vários acordos são gerados, muitos não são cumpridos para não comprometer a prosperidade econômica.

Hoje existem muitos movimentos ambientalistas, em sua grande maioria se tratam de ONG´s (Organizações não Governamentais), que lutam para preservar a natureza, dentre muitas podemos citar o Greenpeace, grupo de defesa ecológica, SOS MATA ATLÂNTICA e o Fundo Mundial para a Natureza, os movimentos em defesa surgiram principalmente a partir da década de 1960 e 1970.

Qual caminho seguir na preservação ambiental num mundo moderno em que não há maneiras de retroceder em condição de vida?
Primeiro é preciso um despertar da sociedade, que é o agente das questões ambientais, tanto positivas quanto negativas.

Atualmente existem várias correntes de pensamentos de preservação, o conservacionismo (consiste no pensamento de que a prioridade é a natureza com uma preocupação de conservação para as demais gerações), desenvolvimentismo ecológico (consiste no pensamento de que o mundo pode continuar crescendo economicamente de forma sustentável) e ecocapitalismo (corresponde ao pensamento capitalista de obter vantagens com as questões ambientais).

Em busca de soluções para os problemas ambientais são realizados, ocasionalmente, conferências, congressos, acordos para discutir as possíveis maneiras de solucionar ou pelo menos amenizar, alguns dos principais eventos mundiais estão o Rio 92, Protocolo de Quioto, Rio +10 e outras, além de outras discussões no campo acadêmico.

Em suma todos os questionamentos acerca dos problemas ambientais devem ser encarados de forma coletiva, pois não é só o poder governamental que deve ter compromisso, mas sim todos os cidadãos podem participar cada um fazendo sua parte.

Sustentabilidade-Empresas-e-Sustentabilidade-3[1]

Fato: Precisamos reverter o processo da degradação do Planeta, o primeiro passo para atingirmos este objetivo é a construção de uma consciência ecológica totalmente ativa.

 


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Um Caso de Discriminação de Branco.


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Um fato inesquecível da minha infância que minha mãe não cansa de contar:


Tinha eu dois ou três anos e minha mãe levou-me a um posto de saúde aonde se fazia inscrições para um programa social desses assistencialistas do governo da época. Após esperar pacientemente na fila, foi atendida pela assistente social que olhando-me por alguns instantes voltou para minha mãe e disse: 

-‘Minha senhora, este programa é apenas para famílias carentes, queira, por favor ceder seu lugar à outra pessoa!’

É que, por incrível que pareça, eu era um belo menininho de pele tão alva e cabelos lisinhos, tão limpinho e cheiroso que todo mundo já estava realmente desconfiado da nossa presença ali. Minha mãe, com a candura de sempre, disse à assistente social:

– ‘Não senhora. Nós precisamos, somos pobres. Eu moro no quintal da minha mãe e preciso tanto quanto todos aqui.’

Assim, a assistente fez o que mamãe pedia.

——————————————————————Eu estudei a vida inteira em escolas comunitárias, e quando saí para estudar em uma particular o fiz porque comecei a trabalhar para poder pagar o colégio, que custava quase todo o salário do mês.

Nem todo “branco” (se é que posso dizer que o sou) nasce rico e cheio de oportunidades, ainda mais nesse país tão desigual. Quero dizer que se eu tivesse de entrar numa universidade pública, entraria pelos meus esforços e não acharia justo que alguém me roubasse a vaga porque tem um tom de pele mais escuro que a minha. Tampouco se eu fosse negro gostaria que me tratassem como um ‘especial’, incapaz de conseguir uma vaga pela minha competência e por isso me fazem a ‘caridade’ de cederem cotas.

São coisas que minha mãe me ensinou: “pobreza não é sujeira nem desleixo”; “só queira o que é seu”; “você sempre terá sua família e sua casa”…

Agradeço a minha mãe por não permitir que o estado me criasse, nem mesmo sequer parentes próximos para que ela pudesse trabalhar e nos dar “condições melhores” de vida. Condições de vida melhor me foi dada a partir do seu papel inalienável de mãe, coisa que mulher nenhuma hoje mais parece querer ser. Então, não venham hoje me dizer que tive mais ou menos oportunidade que alguém por ser desta ou daquela cor, afinal de contas por mais que eu quisesse, eu não sou de fato Bruce Wayne, o ‘Principe de Gothan City’.

Batman_olofote

Pe. Marcos Flávio

 

Fato: não são apenas os negros que sofrem discriminação, tudo é uma questão de ponto de vista e situação, por isso ambos os casos precisam ser observados sempre de um mesmo ângulo de visão e é claro que a cor da pele não deve ser uma razão de diferenciação, seja ela de que tipo for, uma super valorização ou uma depreciação.

 

(Uma Mensagem de Amor)


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Presente pra você, mamãe.


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A professora se aproximou dos alunos e disse que naquele ano eles fariam seu próprio cartão para presentear suas mães no dia especial delas.


Todas as crianças se empolgaram com a ideia e começaram a dizer o que comprariam para enfeitar seus cartões, mas uma pequena menina que se sentava ao fundo da sala não ficou tão empolgada quanto as outras crianças, a professora notando isso se aproxima e pergunta para ela.

-Por que você esta tão triste pequena?

–A menina olha para sua professora e fala.
-Eu não tenho tanto dinheiro para comprar coisas para enfeitar meu cartão professora…

–Ela abaixa a cabeça e fica mais triste

–Não sei se vou fazer algo tão bonito para minha mãe…

–A professora se sentiu penalizada com a menina, mas nada fez sobre isso.

Voltando para casa, ela foi em uma papelaria comprar o que poderia para fazer o cartão de sua mãe, o vendedor viu a pequena menina escolhendo o papel mais simples e alguns lápis de cera para fazer o cartão.

Intrigado, o vendedor se aproxima e pergunta para a menina.

-Por que você não compra mais algumas coisas para seu cartão pequena menina?

–A menina ainda mais tristonha repete o mesmo que disse para sua professora, o vendedor fica entristecido, mas nada faz.

No próximo dia, os alunos começaram a fazer os cartões, muitos alunos trouxeram muitos materiais para um simples cartão e vendo a quantidade de coisas que os outros alunos trouxeram para fazerem os cartões, a pequena menina se entristece ainda mais, mas mesmo assim se mantém quieta e faz seu cartão.

Mais tarde a professora chega com uma surpresa, as mães dos alunos estavam ali para receber os cartões dos filhos, a pequena menina encara o cartão simples que tinha criado comparando com os magníficos cartões que os outros alunos fizeram e fica caladinha esperando ser chamada para entregar seu cartão para a sua mãe que tinha um sorriso para ela.

Cada aluno que entregava os cartões para suas mães, recebia um sorriso e um abraço de sua mãe então voltavam para a sua mesa, enfim a mãe da pequena menina foi chamada, esta entrega o cartão simples ao que as outras mães olhavam um tanto superiores por estarem com cartões tão bem feitos pelos filhos e o dela ser um simples cartão escrito a mão.

Cartão_minha_mamãe

Mas mesmo assim a mãe da menina sorri para a filha e lê o cartão.

“Querida mamãe, eu fiz este cartão com o dinheirinho que você me deu para o lanche da escola, queria fazer algo especial para você… Mas só pude fazer este simples cartão… Meu cartão não e bonito ou brilhante como dos outros, mas nele tem meu amor por você… Te amo mamãe”.

A senhora sorri de forma encantadora para a filha e a abraça com todo carinho e amor que tinha no coração deixando escorrer uma pequena lágrima em seus olhos e retorna para seu lugar radiante de alegria.



As vezes passamos pela vida tentando fazer o melhor para trazer felicidade para a mulher que nos deu a vida, mas as vezes um simples te amo, brilha mais que o sol no coração das nossas mães.

Para as mães, um simples te amo mamãe, tenha um feliz dia das mães.


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(Uma Mensagem de Amor)


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Modelo de Mãe Super Top 2000.

UMA SUPER MÃE A TODA PROVA.



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Eu tenho um Sonho, Martin Luther King.


“I Have a Dream”

…”Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.” …

                         Uma pequena frase do discurso de:

Martin Luther King


E assim, embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença: “. Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais”

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.

Eu tenho um sonho hoje!

Considerações iniciais:

Um grande líder negro do passado, mais especificamente da história Americana, já que em cada país um nome se destaca com este mesmo ideal, mas esse nome ficou na história, pois foi uma voz que foi silenciada bruscamente, porém seu ideal continua vivo no coração de cada negro americano, não somente dos negros, mas também no coração de cada homem que busca a verdadeira liberdade.

A “LIBERDADE E A IGUALDADE” não são ideais apenas de uma raça e sim de todo e qualquer homem, até mesmo daqueles que cometem os maiores crimes contra a liberdade alheia, por isso não é apenas uma meta a ser conquistada e sim primeiramente um ideal que deve ser aprendido, compreendido, amado e respeitado por todos para que todos possam usufruir de seus benefícios ou então corremos o risco simplesmente de inverter o processo de preconceito e opressão.

O Governo brasileiro na busca dos direitos iguais  para o seu povo estabeleceu a desigualdade como foco principal e institucionalizou a diferenciação entre os filhos de uma mesma nação, porque ao estabelecer direitos de cotas para uma raça é o mesmo que criar e aumentar a distância que os separa de obterem direitos iguais e assim não proporciona a igualdade de direitos e deveres entre todos e sim aumenta a desigualdade, já que assim haverão alguns privilégiados e outros prejudicados independentemente da cor de sua pele.

Que bom seria que não existissem preconceitos em nosso mundo, que bom seria se não existissem desigualdades, que bom seria se não criassem mais desigualdade e mais preconceito ao tentar sanar os defeitos que já existem.    Não se cura uma ferida fazendo uma ferida maior ainda, não se costura uma roupa rasgando-o ainda mais, não se salva um doente dando lhe veneno para morrer, sendo assim não se pode evitar um mal com outro mal mesmo que seja um pouco menor, pois ao invés de diminuir o mal existente se somará ao que já existe e tornará um mal ainda maior.   Precisamos sim criar mecanismos que curem a sociedade, não provocando ainda mais divisão entre as classes e as raças e sim promovendo mais união e igualdade de direitos entre elas, não apenas uma igualdade fictícia que existe na democracia moderna e sim uma igualdade verdadeira protagonizada por grandes mártires da história como Martin Luther King que na verdade seguia um Mártir e Líder muito maior que ele mesmo, que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

“Buscar a Igualdade de direitos entre os homens não implica em diminuir a dignidade de todos igualando seres Humanos a meros animais como os Macacos.”


Sizenando, Vamos ao texto do Discurso na Integra:




“Eu Tenho Um Sonho”

“I Have a Dream”


Chaplin_Discurso_1


Discurso de Martin Luther King, Jr.


Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. 

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença – nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. 

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. 

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. 

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! 

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! 

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. 

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. 

“Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. 

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, 

De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!” 

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. 

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. 

Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. 

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. 

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. 

Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. 

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. 

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. 

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. 

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. 

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

“Livre afinal, livre afinal. 

Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal.” 

28 de agosto de 1963




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Somos Humanos e não Macacos.


“somos todos macacos”

…”Não vos entregueis a esses desumanos, homens-máquina,  com mentes de aço e corações de pedra!  Não sois máquinas! Não sois gado! Homens é o que sois! …

                         Uma pequena frase do maravilhoso discurso no filme “O Grande Ditador” de:

Charlie Chaplin


Considerações iniciais:

Este discurso de Charlie Chaplin no Filme “O Grande Ditador” é considerado por muitos como um dos maiores e melhores discursos jamais proferido por nenhum homem publico neste planeta.

O Filme é uma paródia aos ditadores deste mundo que manipulam as pessoas ditando leis, regras e ordens limitando os seres humanos seus semelhantes a meros números numa planilha de dados.    Usando uma imagem assemelhada ao grande e pior de todos os ditadores conhecidos e repudiados neste planeta “Adolf Hitler”, ele tenta transmitir uma mensagem inversa àquela praticada pelo modelo repudiado e assim mostrar aos homens o caminho para um novo mundo em que todos tenham o direito de alcançar a liberdade, igualdade e plena felicidade.

No mesmo discurso ele também exalta e eleva a dignidade do ser humano, estes mesmos homens que já a tanto tempo foram manipulados como objetos pelos governantes totalitaristas e ditadores que jamais respeitaram esta qualidade nos seus súditos submissos como escravos e não como povo livre e assim os transformando como meros animais sem raciocínio, como gado conduzidos ao matadouro ou simplesmente apenas como bucha de canhão.

É neste momento que ele exalta a Democracia como a fonte da liberdade capaz de proporcionar o advento deste novo mundo, mas hoje a Democracia já anda bem desgastada com tanta imoralidade política e num meio onde deveria existir a liberdade só encontramos libertinagem e favorecimento de alguns em prejuízo dos demais, um ideal que deva ser também agora criticado e questionado já que não atingimos o objetivo proposto devemos buscar novos meios de atingi-lo.

A Liberdade nos dá esse direito, o povo não pode fugir de um ditador para cair na mão de outro manipulador “disfarçado discretamente” em nome de uma liberdade prometida a todos, porém negada à grande maioria em benefício de poucos que detém o poder econômico em suas próprias mãos.

O Novo mundo pode ser alcançado sim, mas quando não existirem mais manipuladores e sim quando existirem pessoas humanas guiadas pelo amor de seus corações e não pessoas que sejam guiadas por sistemas mecânicos que desprezam a dignidade humana.   Ser guiado por uma máquina não significa ser manipulado por um robô criado pelo homem, pois um sistema financeiro e político permanente inflexível e independente da vontade humana acaba manipulando o seu próprio criador a fazendo dele um escravo permanente.

O Homem precisa redescobrir o que é ser verdadeiramente HUMANO e não um mero animal que caminha, come, bebe, faz sexo e trabalha a vida toda em busca de uma realização pessoal que nunca alcança.

É muito sério isso, com essa campanha nacional contra o racismo em apoio à um rico jogador de futebol intitulada “Somos todos Macacos”, mostra-nos que nossos objetivos são muito pobres e nossos ideais são discutíveis, pois ao nos defender de uma acusação preferimos assumir essa acusação tornando-a algo normal e aceitável em nossas vidas, esta opinião e este tipo de ação vai contra o princípio deste discurso de Chaplin e não dignifica a pessoa humana e sim a rebaixa à condição irracional de um ser inferior, isto não trás liberdade e nem ensinamento de humanismo a ninguém, pois concordar com a acusação é o mesmo que assumir a condição de macaco e não se libertar e transformar a sociedade atual preconceituosa em uma nova sociedade igualitária e sem qualquer tipo de preconceito, discriminação ou racismo.

Contra essa campanha de hoje Charlie Chaplim certamente incluiria mais uma frase em seu grandioso discurso, que não alteraria em nada seu sentido, mas esclareceria para nós hoje que a condição de animal não é digna para um ser humano, principalmente para aquele que deseja ser verdadeiramente Humano.


“Não sois Macacos,

Homens é o que sois!…”


Sizenando, Vamos ao texto do Discurso de Charlie Chaplim:




Charlie Chaplim


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O Grande Ditador


“Sinto muito, mas não pretendo ser imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar ninguém. Gostaria de ajudar todos se possível, judeus, gentios, negros, brancos. Todos nós desejamos ajudar-nos uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver para a felicidade do próximo e não para o seu infortúnio. Não desejamos odiar ou desprezar. 

Neste mundo há espaço para todos. A querida Terra é rica e pode prover às necessidades de todos. O caminho da vida pode ser livre e lindíssimo, porém, nós perdemos o rumo. 

A ganância envenenou as nossas almas, levantou muralhas de ódio, fez-nos chegar à miséria e ao derramamento de sangue. Desenvolvemos velocidade, mas isolámo-nos uns dos outros. A maquinaria que nos poderia dar abundância, deixou-nos na penúria. O nosso conhecimento tornou-nos cínicos e a nossa inteligência, cruéis e egoístas. Pensamos demais e sentimos de menos. 

Mais do máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de compaixão e gentileza. Sem estas virtudes, a vida será violenta, e tudo estará perdido. 

A aviação e o rádio aproximaram-nos. A própria natureza destas coisas apela à bondade, apela à fraternidade universal para sermos todos um. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões em todo o mundo, milhões de homens, mulheres e crianças desesperadas, vítimas de um sistema que põe homens a torturar e encarcera inocentes. 

Aos que me ouvem, eu digo:

Não desespereis. A miséria que nos assola é simplesmente o último suspiro da ganância. A amargura de homens que temem o progresso humano. O ódio dos homens desaparecerá e os ditadores sucumbirão, e o poder que arrebataram ao povo regressará ao povo. Enquanto morrerem os homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutos! Homens que vos desprezam e escravizam, que controlam as vossas vidas! Que vos ditam o que fazer, pensar e sentir! Que vos condicionam, vos tratam como gado e se servem de vós como carne para canhão!

Não vos entregueis a esses desumanos, homens-máquina, com mentes de aço e corações de pedra! Não sois máquinas! Não sois gado! Homens é o que sois!

E levam o amor da Humanidade nas vossas almas! Só odeiam os que nunca foram amados. Os mal-amados e os desumanos. Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! (…) Vós, o povo, tendes o poder! O poder de criar máquinas, de criar felicidade! Tendes o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazer dela uma aventura maravilhosa. Então, em nome da democracia usemos esse poder! Unamo-nos! Lutemos por um mundo novo. Um mundo decente que assegure a todos a oportunidade de trabalho, que dê futuro à juventude e segurança à velhice. Com estas promessas, os desalmados subiram ao poder. Mas eles mentem. Esses não cumprem as suas promessas, nunca cumprirão! Os ditadores libertam-se mas escravizam o povo! Lutemos agora para cumprir essas promessas! Lutemos para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, pôr termo à ganância, ao ódio e à intolerância. Lutemos por um mundo de razão. Um mundo no qual a ciência e o progresso conduzam à felicidade de todos nós. 

-Soldados! Em nome da democracia, unamo-nos!”

Charles Chaplin, in “O Grande Ditador” de 1940.




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Podemos ser Negros, brancos, vermelhos ou amarelos, mas não Macacos.


“somos todos macacos”

Essa é uma campanha a qual eu não poderia aderir por vários motivos, mas o mais simples deles é: Não sou macaco. Sou uma pessoa.

Elias Cândido


Considerações iniciais:

Eu digo o mesmo, Quando vi a cena na TV da banana sendo lançada ao campo e o Jogador negro a comendo de imediato, achei que ele não poderia ter feito coisa melhor e mereceu meu aplauso, afinal, uma “BANANA” é apenas uma banana, um alimento cultivado e comercializado em todo mundo pelo homem e para ser consumido por qualquer tipo de pessoa humana, seja Branco, negro, vermelho, amarelo ou um qualquer mestiço gerado por uma mistura de raças.

O tempo em que o mundo era uma tribo isolada por montanhas, rios e vulcões já se foi a muitos anos, hoje o planeta é todo integrado por uma rede cibernética, radiodifusão, televisão ao vivo e a cores em 3D além da comunicação via celular sem fio via satélite em qualquer ponto do planeta, mesmo que seja no meio da selva Amazônica, “Onde nenhum homem jamais esteve”, portanto o pensamento e comportamento de uma pessoa perfeitamente integrada na sociedade deve ser de acordo com a época em que vive e não inspirada no passado onde cada tribo era uma ilha isolada.

Temos sim que lutar contra o racismo, a discriminação e o preconceito para uma perfeita integração de todos os seres humanos na sociedade em que vivemos, mas o caminho para esta integração não seria rebaixando a dignidade de nenhum ser humano, mesmo que seja ele um branco prepotente seguidor de líderes idealistas e racistas do passado.

Devemos sim recuperar a dignidade do SER HUMANO, não o rebaixando à um macaco de QI inferior e sim mostrando que todos nós para sermos reconhecidos como homens devemos sim mostrar nossa humanidade que não é uma pequena diferença em relação à um mero animal e sim um dom que nos leva a mudar nosso comportamento para não se assemelhar aos animais violentos e sem raciocínio, portanto, ao comparar e rebaixar o ser humano ao nível de um animal por mais inteligente que ele seja, estaremos dando razão ao comportamento animal e irracional de certas pessoas que agem sim como animais e não como seres humanos.

Você pode comer a mesma banana que o macaco come, mas o macaco não tem a capacidade de mudar o seu comportamento e suas atitudes com o estudo e o aprendizado de um erro cometido por outra pessoa e não por si mesmo.

Este é o diferencial de nossa humanidade e que portanto não pode ser rebaixado ao nível animal de nossos antepassados ou ancestrais biológicos demonstrando que não evoluímos nada apesar de tanta tecnologia.

Sizenando, Vamos ao texto de Elias Cândido abaixo:



Por Elias Candido, via Facebook

Macaco, uma banana!!!

Daniel Alves é um excelente jogador desse tempo. O Barcelona é um grande time de futebol, e o seria em vários tempos. O preconceito sempre existiu, enquanto o racismo, do ponto de vista histórico, é mais recente.

Nesse tempo atual, Daniel, preconceito, racismo, futebol e Barcelona se encontraram. E não foi a primeira vez. A atitude do jogador brasileiro, ao comer uma banana que lhe havia sido atirada com objetivos ofensivos foi pensadamente espontânea; Uma resposta dada em segundos para uma agressão que dura séculos.

Agressão, essa, que se manifesta em objetos atirados contra pessoas, em abordagens policiais injustas e com desfechos dos mais diversos, em esforços para manter pessoas em subempregos, sem escolas, sem saúde, sem teto, sem terra, sem cidadania; mas que se manifesta, mas comumente, em forma de impropérios, xingamentos racistas feitos de uma distância segura, mas que cumprem sua função de diminuir quem já está oprimido por um esquema racialista planejado.

Proeminentes colegas de profissão de Daniel, jornalistas, apresentadores de programas, políticos entre outros, alguns bem intencionados, outros não, se apressaram em lançar a campanha:

“somos todos macacos”

Essa é uma campanha a qual eu não poderia aderir por vários motivos, mas o simples deles é: Não sou macaco. Sou uma pessoa. Um torcedor fascista, frustrado e criminoso do outro lado do mundo não tem condições de me convencer do contrário.

Preconceito e racismo se combatem com Políticas de inclusão, leis punitivas realmente duras e de fácil aplicação, e com muita educação, em todos os aspectos que esse conceito tem. Campanhas tontas e algo cínicas só atrapalham o combate a esse complicado problema humano. Não sei de quem partiu essa ideia idiota, de animalizar a todos baseada em atos de psicopatas em estádios de futebol (o que tem muito, hoje em dia) . mas o fato é que ela servirá aos mais diversos interesses, nenhum deles bom.

Vejo pessoas que tem empresas e /ou programas de televisão que poderiam empregar ao menos um negro em um cargo importante aderirem à campanha. Vejo jornalistas que combatem duramente o programa de cotas ou qualquer ação afirmativa aderirem também. E por que?

Tirando os companheiros de profissão de Alves, cuja única perspectiva que eu alimento em relação a eles é uma boa atuação na Copa, e foram orientados por uma agência de propaganda que disse que a melhor forma de se combater preconceito é acabar com a palavra, seja lá o que isso signifique, quem são os demais?

Nunca havia visto a prontidão de certos setores em apoiar uma ação anti racista sem contemporizar ou pedir calma aos ditos “radicais”. Mas eu sei, sim, o porquê.
Ouvi um cantor sertanejo dizer, enquanto comia bananas em apoio à causa, que essas ações, tanto a do jogador quanto a campanha, eram perfeitas porque seguiam os preceitos de Ghandi, de apanhar sem reagir. A apresentadora concordou com um discurso vazio enquanto um humorista, também comendo dessa fruta, fazia sinal de aprovação. A plateia aplaudia, enquanto recebia unidades do mesmo alimento. Ao longo do dia, todo tipo de pessoas, insisto, todo tipo, se apresentava para a batalha contra o mal com a única arma exigida: uma foto postada em redes sociais comendo banana.

Não, não somos macacos. Pensamos e raciocinamos. A elite nacional e os pobres de espírito querem nos convencer de que somos todos iguais, todos “macacos” , que somos um povo unido e a questão do racismo se resume em falta de cortesia de torcedores em terras estrangeiras. Basta portanto , ignorar ou devolver a ofensa, de preferência, de forma bem humorada.

Não, não somos macacos. Somos inteligentes. Sabemos quais as causas , históricas e atuais que fizeram com que uma das únicas maneiras de ascensão do negro fosse através do futebol. Se dependesse da turma dessa campanha, nem essa o seria. Porque foram e são contra todas as políticas que visem diminuir a desigualdade racial nesse país. Mas sejamos justos, também são contra diminuir a desigualdade social, de gênero, regional, ou qualquer fator que emancipe pobres, principalmente se esses forem negros.

Não, não somos macacos. Temos bom senso. Sabemos que muitos que aderiram o fizeram de boa fé. Mas sabemos que as estrelas que aparecem nesse momento não tem em seus corpos de assessoria nenhum negro. Pesquisem. O único nordestino em que votaram foi Fernando Collor. Pesquisem. Acham que não são racistas porque tem motoristas e seguranças negros. Perguntem a eles , se puderem. Eles mesmo dirão isso.

Não , não somos macacos. Gente é o que somos. Nenhum racista vai nos convencer do contrário.

ELIAS CÂNDIDO

é Professor, Militante da Igualdade Racial,

e Presidente do Diretório Zonal do PT em V. Matilde.

Fonte:

http://jornalggn.com.br/noticia/sobre-macacos-bananas-e-racismo



 

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Sobre macacos, bananas e racismo.


Sugerido por Nilva de Souza

Da Carta Capital

Contra o racismo nada de bananas, nada de macacos, por favor!


Considerações iniciais:

Quando lançamos uma campanha publicitária primeiro é necessário entender o real sentido das palavras que estamos lançando ao vento, pois corremos o risco de alcançarmos um resultado oposto ao proposto já que ser macaco no real sentido da palavra seria rebaixar todo ser humano ao minimo de racionalismo e inteligência aceitável se igualando ao máximo que um macaco poderia alcançar e isto não seria um avanço contra o RACISMO já que o mesmo seria uma manifestação de pouca inteligência e civilidade que um ser humano totalmente evoluído deveria apresentar.

Sizenando, Vamos ao texto de Douglas Belchior abaixo:



À esquerda, foto de Neymar em apoio a Daniel Alves; À direita foto de Ota Benga, Zoológico do Bronx, Nova York, em 1906.

Por Douglas Belchior

A foto da esquerda todo mundo viu. É o craque Neymar com seu filho no colo e duas bananas, em apoio a Daniel Alves e em repulsa ao racismo no mundo do futebol.

Já a foto à direita, é do pigmeu Ota Benga, que ficou em exibição junto a macacos no zoológico do Bronx, Nova York, em 1906. Ota foi levado do Congo para Nova York e sua exibição em um zoológico americano serviu como um exemplo do que os cientistas da época proclamaram ser uma raça evolucionária inferior ao ser humano. A história de Ota serviu para inflamar crenças sobre a supremacia racial ariana defendida por Hitler. Sua história é contada no documentário “The Human Zoo”.

A comparação entre negros e macacos é racista em sua essência. No entanto muitos não compreendem a gravidade da utilização da figura do macaco como uma ofensa, um insulto aos negros.

Encontrei essa forte história num artigo sensacional que li dia desses, e que também trazia reflexões de James Bradley, professor de História da Medicina na Universidade de Melbourne, na Austrália. Ele escreveu um texto com o título “O macaco como insulto: uma curta história de uma ideia racista”. Termina o artigo dizendo que “O sistema educacional não faz o suficiente para nos educar sobre a ciência ou a história do ser humano, porque se o fizesse, nós viveríamos o desaparecimento do uso do macaco como insulto.”

Não, querido Neymar. Não somos todos macacos. Ao menos não para efeito de fazer uso dessa expressão ou ideia como ferramenta de combate ao racismo.

Mas é bom separar: Uma coisa é a reação de Daniel Alves ao comer a banana jogada ao campo, num evidente e corriqueiro ato racista por parte da torcida; outra coisa é a campanha de apoio a Daniel e de denúncia ao racismo, promovida por Neymar.

No Brasil, a maioria dos jogadores de futebol advém de camadas mais pobres. Embora isso esteja mudando – porque o futebol mudou, ainda é assim. Dentre esses, a maioria dos que atingem grande sucesso são negros. Por buscarem o sonho de vencer na carreira desde cedo, pouco estudam. Os “fora de série” são descobertos cada vez mais cedo e depois de alçados à condição de estrelas vivem um mundo à parte, numa bolha. Poucos foram ou são aqueles que conseguem combinar genialidade esportiva e alguma coisa na cabeça. E quando o assunto é racismo, a tendência é piorar.

E Daniel comeu a banana! Ironia? Forma de protesto? Inteligência? Ora, ele mesmo respondeu na entrevista seguida ao jogo:

“Tem que ser assim! Não vamos mudar. Há 11 anos convivo com a mesma coisa na Espanha. Temos que rir desses retardados.”

É uma postura. Não há o que interpretar. Ele elaborou uma reação objetiva ao racismo: Vamos ignorar e rir!

Há um provérbio africano que diz: “Cada um vê o sol do meio dia a partir da janela de sua casa”. Do lugar de onde Daniel fala, do estrelato esportivo, dos ganhos milionários, da vida feita na Europa, da titularidade na seleção brasileira de futebol, para ele, isso é o melhor – e mais confortável, a se fazer: ignorar e rir. Vamos fazer piada! Vamos olhar para esses idiotas racistas e dizer: sou rico, seu babaca! Sou famoso! Tenho 5 Ferraris, idiota! Pode jogar bananas à vontade!

O racismo os incomoda. E os atinge. Mas de que maneira? Afinal, são ricos! E há quem diga que “enriqueceu, tá resolvido” ou que “problema é de classe”! O elemento econômico suaviza o efeito do racismo, mas não o anula. Nesse sentido, os racistas e as bananas prestam um serviço: Lembram a esses meninos que eles são negros e que o dinheiro e a fama não os tornam brancos!

Daniel Alves, Neymar, Dante, Balotelli e outros tantos jogadores de alto nível e salários pouca chance terão de ser confundidos com um assaltante e de ficar presos alguns dias como no caso do ator Vinícius; pouco provavelmente serão desaparecidos, depois de torturados e mortos, como foi Amarildo; nada indica que possam ter seus corpos arrastados por um carro da polícia como foi Cláudia ou ainda, não terão que correr da polícia e acabar sem vida com seus corpos jogados em uma creche qualquer. Apesar das bananas, dificilmente serão tratados como animais, ao buscarem vida digna como refugiados em algum país cordial, de franca democracia racial, assim como as centenas de Haitianos o fazem no Acre e em São Paulo.

O racismo não os atinge dessa maneira. Mas os atinge. E sua reação é proporcional. Cabe a nós dizer que sua reação não nos serve! Não será possível para nós, negras e negros brasileiros e de todo o mundo, que não tivemos o talento (ou sorte?) para o  estrelato, comer a banana de dinamite, ou chupar as balas dos fuzis, ou descascar a bainha das facas. Cabe a nós parafrasear Daniel, na invertida: “Não tem que ser assim! Nós precisamos mudar! Convivemos há 500 anos com a mesma coisa no Brasil. Temos que acabar com esses racistas retardados, especialmente os de farda e gravata”.

Quanto a Neymar, ele é bom de bola. E como quase todo gênio da bola, superacumula inteligência na ponta dos pés. Pousa com seu filho louro, sem saber que por ser louro, mesmo que se pendure num cacho de bananas, jamais será chamado de macaco. A ofensa, nesse caso, não fará sentido. Mas pensemos: sua maneira de rechaçar o racismo foi uma jogada de marketing ou apenas boa vontade? Seja o que for, não nos serve.

Sou negro, nascido em um país onde a violência e a pobreza são pressupostos para a vida da maior parte da população, que é negra. Querido Neymar – mas não: Luciano Hulk, Angélica, Reinaldo Azevedo, Aécio Neves, Dilma Rousseff, artistas e a imprensa que, de maneira geral, exaltou o “devorar da banana” e agora compartilham fotos empunhando a saborosa fruta, neste país, assim como em todo o mundo, a comparação de uma pessoa negra a um macaco é algo culturalmente ofensivo.

Eu como negro, não admito. Banana não é arma e tampouco serve como símbolo de luta contra o racismo. Ao contrário, o reafirma na medida em que relaciona o alvo a um macaco e principalmente na medida em que simplifica, desqualifica e pior, humoriza o debate sobre racismo no Brasil e no mundo.

O racismo é algo muito sério. Vivemos no Brasil uma escalada assombrosa da violência racista. Esse tipo de postura e reação despolitizadas e alienantes de esportistas, artistas, formadores de opinião e governantes tem um objetivo certo: escamotear seu real significado do racismo que gera desde bananas em campo de futebol até o genocídio negro que continua em todo o mundo.

Eu adoro banana. Aqui em casa nunca falta. E acho os macacos bichos incríveis, inteligentes e fortes. Adoro o filme Planeta dos Macacos e sempre que assisto, especialmente o primeiro, imagino o quanto os seres humanos merecem castigo parecido. Viemos deles e a história da evolução da espécie é linda. Mas se é para associar a origens, por que não dizer que #SomosTodosNegros ? Porque não dizer #SomosTodosDeÁfrica ? Porque não lembrar que é de África que viemos, todos e de todas as cores? E que por isso o racismo, em todas as suas formas, é uma estupidez incompatível com a própria evolução humana? E, se somos, por que nos tratamos assim?

Mas não. E seguem vocês, “olhando pra cá, curiosos, é lógico. Não, não é não, não é o zoológico”.

Portanto, nada de bananas, nada de macacos, por favor!

Fonte:

http://jornalggn.com.br/noticia/sobre-macacos-bananas-e-racismo



 

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O Vaso Rachado.


NEM TUDO QUE É VELHO, É IMPRESTÁVEL.



O pote rachado

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:

– Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
– Por quê? – perguntou o homem. – De que você está envergonhado?
– Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços – disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

– Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

Disse o homem ao pote:

– Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho? Notou ainda que a cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa. Cada um de nós tem os seus próprios e únicos defeitos.

Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Basta reconhecermos nossos defeitos e eles com certeza embelezarão a mesa de alguém…

Das nossas fraquezas, devemos tirar a nossa maior força..






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Amor x Solidão.


“Todo mundo diz que o amor machuca, mas não é verdade. Solidão machuca. Rejeição machuca. Perder alguém machuca.Todos confundem essas coisas com amor, mas na verdade, o amor é a única coisa capaz de nos curar de tudo isso.”




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A Perfeita Consciência Ecológica da Terceira Idade.

Realidades diferentes, e ponto de vista diverso…


DESABAFO


Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:



– A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

– Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

– Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.

– Você está certo – responde a velha senhora – nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.

Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts.

A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.

Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos.

O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.

Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos ‘descartáveis’ e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.

Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.

Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

(Agora que você já leu o desabafo, envie para os seus amigos que têm mais de 40 anos de idade).

terão que pagar taxa do lixo atrasada


PRESENVE O SEU PLANETA



ELE É A SUA CASA

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